"Ela passa na rua, olhar fixo nas vitrines, pupilas dilatadas, morde o labio, de desejo? será que sonha com algo exposto? que almeja e não pode ter? o que procura em meio as ruas olhando os rostos que passam urgentes, com o vento que lhe beija os cabelos, parece poder ter tudo o que sonhar. Os olhos correm velozes nas vitrines, as vezes para por um instante, oque será que pensa ? se imagina no vestido ? Mal sabe ela que na verdade quem a adimira são as vitrines. Contam as horas, dias e noites, esperando para ve-la passar, desejando por um instante ser dona de seu olhar, se enfeitam toda todos os dias, pra tomar sua atenção, procuram uma resposta, uma maneira, tudo em vão."
A vitrine pergunta pra moça:
O que tanto procura? Me diga, posso te dar.
O que eu procuro ao olhar pra vitrine, não é nada que você possa exibir, eu me procuro ao olhar a vitrine, buscando meu melhor reflexo.
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